sábado, 2 de outubro de 2010

História da Moeda no Brasil

Quando o Brasil começou a ser colonizado, o comércio interno era reduzido e as mercadorias eram trocadas por outras, esse comércio era conhecido como "escambo". Tinha como unidade monetária o real português, também circulavam moedas hispano-americanas, porem sua circulação era pequena, então para facilitar a troca, alguns produtos assumiram a função de moeda como: o açúcar, boi, chá, condimentos etc.
O governador Constantino Menelau, no ano 1614 determinou que o açúcar tivesse valor como "moeda" então 15 kg (uma arroba) de açúcar branco foi fixado em 1.000 réis, o mascavo em 640 réis, e os de outras espécies em 320 réis.
A moeda sonante (dinheiro amoedado) vinha de Portugal porem a sua origem era espanhola, a qual era rica em reservas metálicas, ouro e prata extraída do seu império colonial.
De 1580 a 1640 tempo em que a Espanha dominou Portugal, o Brasil Colônia utilizava a moeda real hispano-americano, a qual era cunhada em Potosi (Bolívia). As moedas eram de meio, 1, 2, 4, 8 "reales" que era equivalente 20, 40, 80, 160 réis.
Quando a Holanda ocupou o Nordeste brasileiro em 1624, sob o seu domínio foi cunhada a primeira moeda no território nacional. Sua forma quadradas, pequenas, confeccionadas em ouro e prata, as quais começaram a circular no ano de 1945 em Pernambuco. Essas moedas eram usadas principalmente para pagar os soldados holandeses, que estavam no nordeste brasileiro. Porem com a expulsão dos holandeses, em 1654 e a restauração do reino de Portugal, a Colônia voltou com a política monetária portuguesa. No ano de 1669 as moedas de prata portuguesas iniciaram a circulação no Brasil Colônia, carimbadas com um sinete real, nos valores de 80, 160, 320, 640 réis.
Nesta época circulavam moedas com diversos tipos, origens e valores instáveis. Portugal não dava importância para o fato, porque no período colonial o mercado interno era pequeno, os escravos não compravam nem vendiam pela sua condição social e os colonos livres recebiam seus pagamentos em mercadorias.

Criação da Casa da Moeda.

No final do século XVII foram criadas as primeiras moedas brasileiras e Salvador era na época a principal cidade da Colônia, sua capital e o mais importante centro de negócios. Então foi o local escolhido pelos portugueses para a instalação da primeira Casa da Moeda em 1694. Essas moedas eram cunhadas em ouro e prata, sendo que as de ouro tinham o valor de 1, 2, e 4 mil réis. Sendo que as de prata observavam uma progressão aritmética de valores mais original 20, 40, 80, 160, 320 e 640 réis. As quais foram denominadas pelo povo de "patações", que tinha um certo sentido depreciativo, porque as moedas cunhadas no Brasil não tinham muita credibilidade no seu valor. No período de 1695 a 1702, entrou em circulação peças de cobre de 10 e 20 réis, cunhadas na Casa do Porto e destinadas a Angola, porem aqui introduzidas por determinação régia.
Em pouco tempo ficou difícil para a Coroa manter a Casa da Moeda em Salvador, porque foram descobertas jazidas de ouro pelos bandeirantes e a grande exploração das Minas Gerais. Ficou mais pratico transferir a fabricação de dinheiro para o Rio de Janeiro em 1698, cunhando ouro e prata com os mesmos valores. A Casa da Moeda mudou para Pernambuco em 1700, retornando ao Rio de Janeiro em 1702. Em 1714, existiam duas Casas da Moeda, sendo uma no Rio e outra na Bahia. Depois em 1724 foi criada a terceira em Vila Rica que atuou até 1735 quando foi desativada. Para suprir a falta de troco à cidade do Maranhão chegou a ter a sua própria moeda, que era fabricada em Portugal, em ouro e prata nos valores usuais, e em cobre, com seus valores em 5, 10, e 20 réis.
Os grandes negócios eram realizados na faixa litorânea, onde estava localizada a maioria das cidades. O dinheiro circulava somente nestas cidades, então nos distritos mineiros que produziam ouro, a moeda normalmente não circulava, o ouro era pesado e usado como moeda, tudo o que consumiam era importado. Em todo o interior brasileiro a economia de troca continuava prevalecendo. Nas regiões agrícolas as fazendas com seus escravos produziam quase tudo que necessitavam. O dinheiro ficava a segundo plano, porque toda a riqueza era avaliada com base na propriedade imobiliária e o gado tinha um meio de intercâmbio bem aceito.
A Corte portuguesa veio para o Brasil em 1808 e até esta data tinha um valor muito pequeno de moedas circulando, a cifra de 10.000 contos (ou 10 milhões de réis). Com esse sistema monetário precário, chegando a circular ao mesmo tempo seis diferentes relações de moedas intercambiáveis. Para agravar mais a situação o ouro em pó e em barra circulava livremente e também podia se encontrar moedas falsas no mercado.
Quando a Corte se transferi para o Rio de Janeiro, o processo econômico da uma arrancada, aumenta a produção e o comércio, com isso tornou-se necessário mais dinheiro em circulação. O Banco do Brasil foi fundado, o qual deu inicio a emissão de papel-moeda, e seu valor era garantido pelo seu lastro, quer dizer, por reservas equivalentes em ouro. D. João IV retorna a Portugal com ele foi a Corte e o tesouro nacional, reduzindo as reservas bancárias a 20 contos de réis. Em 28 de julho de 1821 suspenderam todos os pagamentos e iniciou-se a emissão de papel-moeda com pouco lastro metálico, então o dinheiro começou a desvalorizar rapidamente.
Em 7 de setembro de 1822, D. Pedro rompe definitivamente os laços de união política com Portugal e no dia 1º de dezembro do mesmo ano tornou-se o primeiro imperador do Brasil. Os cofres estavam vazios e a dívida pública era grande. No inicio da independência do Brasil não havia quase fundos. Embora a situação econômica brasileira tenha melhorado sob o comando de D. Pedro II, com o aumento da produção industrial, café e com a construção de estradas e ferrovias que facilitavam o escoamento das riquezas, mesmo assim a desvalorização da moeda persistia, já tinha se tornado um mal crônico no Brasil com suas crises econômicas e financeiras se sucedendo.
Somente no Brasil Republica em 1911 é que o dinheiro brasileiro obteve a sua primeira alta no mercado internacional. A partir daí até os dias de hoje, a economia e a moeda brasileira vem sofrendo mudanças, onde a moeda trocou varias vezes de nome. Em 1942 o "cruzeiro" substitui o "réis". Em 1967 com a desvalorização do cruzeiro, foi criado o "cruzeiro novo" com uma valorização de 1.000%, três anos depois em 1970 com a inflação descontrolada voltou se ao nome "cruzeiro". No ano de 1986 com a desvalorização do cruzeiro, cria-se o cruzado com 1.000% de valorização, três anos mais tarde, 1989 com a inflação em alta cria-se o "cruzado-novo", novamente com 1.000% de valorização. Este nome durou um ano, o qual em 1990 retorna ao nome "cruzeiro", mas não parou, em 1993 com a desvalorização do cruzeiro foi criado o "cruzeiro real" com 1.000% de valorização, em 1994 cria-se o "real" com 2750% de valorização e em 1998 vem a segunda família de moedas do "real".
Cronologia do meio circulante brasileiro, desde o açúcar até o advento do real.
1580 a 1640 Circulavam no Brasil os reales hispano-americanos. A equivalência com os réis portugueses foi estabelecida em 1582.
1614 - O açúcar tornou-se moeda legalmente reconhecida.
Século XVII - Os escravos negros da Bahia usavam como moeda pequenos caramujos, os búzios.
1645 - Surgiram em Pernambuco as primeiras moedas no Brasil, cunhadas pelos invasores holandeses.
1653 - O pano de algodão, segundo o Pe. Vieira valia como moeda no Maranhão.
1654 - O real português voltou a circular na Colônia.
1663 - O valor das moedas aumentou em 25%
1668 - Portugal aumentou em 10% o valor das moedas de ouro. A medida não foi adotada no Brasil.
1699 - Por ordem da Coroa, circularam no Brasil moedas de prata, com carimbo, no valor de 80, 160, 320, 640 réis.
1694 - Criou-se a primeira Casa da Moeda, na Bahia.
1695 - A Casa da Moeda da Bahia cunhou suas primeiras moedas: em ouro, nos valores de 1.000, 2.000 e 4.000 réis, e de prata, nos valores de 20, 40, 80, 160, 320 e 640 réis.
1698 - A Casa da Moeda foi transferida para o Rio de Janeiro.
1699 a 1700 - No Rio de Janeiro, a Casa da Moeda fez moedas de ouro, de 1.000, 2.000, e 4.000 réis, e de prata, de 20, 40, 80, 160, 320 e 640 réis.
1700 - A Casa da Moeda mudou-se para Pernambuco.
1695 a 1702 - Por determinação real, passaram a circular no Brasil as moedas de cobre cunhadas no Porto, em Portugal, com valores de 10 e 20 réis.
1700 a 1702 - A Casa da Moeda, em Pernambuco, cunhou moedas de ouro no valor de 4.000 réis, e de prata nos mesmos valores anteriores.
1702 - A Casa da Moeda foi transferida novamente para o Rio de Janeiro, iniciando-se a cunhagem de moedas com matéria-prima inteiramente nacional.
1714 - As descobertas de ouro deram ensejo ao funcionamento simultâneo de duas Casas da Moeda: sendo uma no Rio e outra na Bahia.
1722 - Em 4 de abril regulamentou-se definitivamente o padrão legal para a moeda brasileira: a oitava de ouro valia 1.600 réis e a de prata 100 réis.
1724 a 1727 - Entraram em circulação os dobrões, com o valor de 12.000 réis.
1724 - Uma terceira Casa da Moeda entrou em funcionamento. Ficava em Vila Rica, atual Ouro Preto, Minas Gerais.
1735 - A Casa da Moeda de Vila Rica encerrou suas atividades.
1749 - O Maranhão passou a ter moeda própria, cunhada em Portugal. As de ouro valiam 1.000, 2 000 e 4. 000 réis; as de prata 80, 160, 320 e 640 réis; as de cobre 5, 10 e 20 réis.
1752 - Nas Minas Gerais cunharam-se moedas de prata de 75, 150, 300 e 600 réis. Serviam de troco para ouro em pó.
1788 - Suspendeu-se a derrama, cobrança de impostos reais sobre o ouro das Minas Gerais.
1810 - Os reales espanhóis ainda em circulação foram recunhados passando a valer 960 réis. Moedas de cobre de 37,5 e 75 réis foram cunhadas no Rio e em Vila Rica.
1821 - D. João VI retornou a Portugal, esvaziando o tesouro. Todos os pagamentos foram suspensos iniciando-se a emissão de dinheiro sem lastro metálico.
1832 - O valor de uma oitava de ouro foi fixado em 2 500 réis. Surgiram moedas de ouro de 10.000 réis, com peso de quatro oitavas.
1834 a 1848 - Começaram a circular as moedas de prata da série dos cruzados, nos valores de 1.200, 800, 400, 200 e 100 réis.
1846 - A oitava de ouro passou a valer 4.000 réis. Cunharam-se moedas de ouro de 20.000, 10.000 e 5.000 réis. E moedas de prata de 2.000, 1.000, 500 e 200 réis.
1868 - Apareceram moedas de bronze, valendo 20 e 30 réis.
1871 - Surgiram às moedas de níquel, de 200, 100 e 50 réis.
1873 - Cunharam-se moedas de bronze, de 40 réis.
1901 - Passaram a circular as moedas de níquel, de 400 réis.
1911 - O real brasileiro registrou sua primeira alta no mercado internacional.
1922 - Fizeram-se às últimas moedas de ouro, de 20.000 e 10.000 réis. Continuavam a circular as de prata, de 4.000, 2.000, 1.000 e 500 réis. No mesmo ano surgiram moedas de bronze e alumínio, valendo 1.000 e 500 réis.
1936 - Apareceram moedas de níquel no valor de 300 réis.
1942 - O "cruzeiro" tornou-se a nova moeda nacional.
1967 - A desvalorização do "cruzeiro" levou à criação do "cruzeiro novo", com valor mil vezes maior.
1970 - O "cruzeiro novo" voltou a chamar-se apenas "cruzeiro".
1986 - A desvalorização do "cruzeiro" levou à criação do "cruzado", com valor mil vezes maior.
1989 - A desvalorização do "cruzado" levou à criação do "cruzado novo", com valor 1.000 vezes maior.
1990 - O cruzado novo volta a chamar-se "cruzeiro".
1993 - A desvalorização do "cruzeiro" levou à criação do "cruzeiro real", com valor 1.000 vezes maior.
1994 - A desvalorização do "cruzeiro" real levou à criação do "real", com valor 2.750 vezes maior.
1998 - Lançada em junho a 2ª família de moedas do "real".

Fonte: www.sociedadedigital.com.br















domingo, 18 de abril de 2010

Banabuiú

Banabuiú é um município brasileiro do estado do Ceará.
(Fonte: Wikpedia) 

Etmologia

O topônimo Banabuiú vem do Tupi Guarani Bana (Borboleta) e Buy ou Puyú (Brejo) e significa Brejo das Borboletas. De acordo com Tomás Pompeu de Sousa Brasil, Banabuiú significa Rio que tem muitas voltas: bana(que torce, volteia); bui(muito, com excesso); e u(água, rio). Sua denominação original era Poço Preto , depois Laranjeiras e desde 1943, Banabuiú.

História

Localizado no território de várias etnias indigenas como: Potiguara, Paiacu, Tapairiu, Panati, Ariu, este começou a ser colonizados através das entradas do sertão-de-dentro e a expanção da pecuária o Ceará, na época da carne seca e do charque. Laranjeiras, antigo distrito de Quixeramobim, foi o núcleo central do município de Banabuiú, tendo sua autonomia política declarada pela primeira vez no dia 29 de outubro de 1918 com a publicação da Lei nº 1.613. Contudo, laranjeiras voltou à condição de distrito de Quixadá em 1938 com a publicação da Lei Nº 448 de 20 de dezembro de 1938. A Lei nº 1.114 de 30 de dezembro de 1943, trocou a denominação de Laranjeiras para Banabuiú, mas apenas em 25 de janeiro de 1988 com a Lei nº 11.427, Banabuiú foi elevado em definitivo à categoria de município.

Política

A administração municipal localiza-se na sede: Banabuiú. A Prefeitura municipal de Banabuiú atualmente é dividida em sete secretarias: secretaria de Agricultura, secretaria de Ação Social, secretaria de Comércio, Esporte, Turismo e Juventude, secretaria de Obras, secretaria de Finanças, secretaria de Saúde e por última, secretaria de Educação.

Subdivisão

O município tem 5 distritos: Banabuiú(sede), Laranjeiras, Pedras Brancas, Rinaré e Sitiá.

Geografia

Clima

Tropical quente semi-árido com pluviometria média de 782,9 mm com chuvas concentradas de janeiro à abril.

Hidrografia e recursos hídricos

O município está localizado na bacia hidrográfica do rio Banabuiú e em seu leito está construído o Açude Arrojado Lisboa, ou Banabuú, como é mais conhecido. Outro importante rio é o Sitiá que desagua no Banabuiú no distrito de Sitiá e que no território de Banabuiú fica a parede do Açude Pedras Brancas. Outras fonntes hídricas são os riachos Cruxoti e Pimenta. Banabuiú (município) encontra-se na sub-bacia hidrográfica de mesmo nome, pertencendo a bacia do Jaguaribe, sendo portanto um grande acumulador de água através dos cursos d'água que chegam ao seu rio principal "Banabuiú".

Relevo e solos

As principais elevações são as serras, destacando-se as serras da Passagem, do Logrador e dos Tanquinhos. Solos arenosos e coesivos no estuário do rio, mas em geral arenos como solos predominantes.

Vegetação

A caatinga é a vegetação predominante. Mas podemos encontrar áreas de cajueiros e carnaúcas, em especial ao longo do rio.

Economia

Destaca-se a agricultura desubstência e comercialização de algodão arbóreo e herbáceo (bem menos), caju, milho e feijão. Atualmente destaca-se a plantação de hortas no estuário do rio Banabuiú. A criação de bovino, suíno e avícola é o destaque da pecuaria banabuense. Com relação à economia e de acordo com registros do IBGE, Banabuiú conta com 82 empresas registradas no CNPJ. A principal fonte de renda na zona rural é a agricultura, a pesca e a pecuária e na sede, a principal fonte de renda é o comércio e os empregos ofertados por duas indústrias: a LIBRA LIGAS DO BRASIL S/A, fábrica de ferro silício e a CHESF (Companhia Hidroelétrica do São Francisco) que tem por finalidade principal levar, através de linhas de transmissão, energia até a capital cearense Fortaleza além dos empregos ofertados na Prefeitura Municipal de Banabuiú. Podemos encontrar algumas madereiras, fabricas de derivados de lactínios e uma incipiente produção artesanal.

Cultura

Os principais eventos são:
  • Nossa Senhora de Fátima - Padoriera(maio)
  • Semana do Município (18 a 25/janeiro)
  • Festa de São Sebastião (20/janeiro)
  • Carnaval das Águas (fevereiro)
  • BANARTE - Feira de Artes (junho)

Ligações externas

Fotos antigas de Banabuiu
    Em breve publicarei fotos atuais de Banabuiu